segunda-feira, 6 de julho de 2009

Loura do banheiro e lobisomem

Hoje aqui estou só relembrando um pouco da minha infância. E talvez a infância de muita gente. Primeiro, vou falar sobre a tal da loura do banheiro, que me causava crises de asma quando eu era pequena, de tanto medo que eu ficava. Ah, a loura...Quem nunca se atreveu a testar as experiências mais bizarras no WC para fazer aquela danada figura espectral, segundo a lenda, fantasma de uma garota de quinze anos que havia batido a cabeça e morrido? Não era só eu. Eram meus coleguinhas de classe. Foram eles que me contaram isso, deixando-me com os cabelos em pé; tive que suportar. Tentamos várias coisas para fazê-la imergir do vaso ou surgir no espelho: chutávamos o santitário três vezes, falávamos três palavrões, apagávamos e acendíamos a luz três vezes (desperdício de energia), abríamos e fechávamos a torneira três vezes (desperdício de água doce no planeta) , batíamos a porta três vezes. E nada. Dizia o mito que era uma menina loira, ensanguentada, que surgia no espelho com dois chumaços de algudão no nariz. Por isso, quase sempre nos assustávamos com nosso próprio reflexo. Lógico, só começamos a perceber que essa bobagem era pura ladainha quando crescemos e, navegando pela net, passamos a encontras dezenas de versões dessa típica história de terror. Nesse site é possível achar uma das versões, e na parte inferior da tela links com mais 9 versões:http://ifolclore.vilabol.uol.com.br/lendas/sd/sd_loira01.htm
Ah, falta falar sobre o...Lobisomem. Esse é bem conhecido. Putz, morria de medo quando era pequena e via os episódios de Sítio do Picapau Amarelo em que o Pedrinho se metia nas maiores encrencas com essa fera. Isso chegou a me causar um trauma pessoal. Na época em que eu tinha uns 6 aninhos de idade, fui à Bahia com a família. Ficamos hospedados num hotel e, atrás dele, havia um farto matagal. Numa noite de quinta-feira com lua cheia, meu irmão e uma amiga nossa insistiram que eu entrasse lá, como prova de que existiam lobisomens. Gritei, esperneei e chorei. Não adiantou. Me enfiaram ali e, já que não tinham medo, me acompanharam. No meio da mata havia uma placa. Eu não sabia ler, e me disseram que nela estava escrito: "PERIGO, RISCO DE VIDA!". Óbvio que não era isso, mas eu acreditei! No final das contas, não vimos ali lobisomem nenhum, mas fiquei com muito medo. Mas hoje entendo que esse papo, por mais que seja uma tradição para os antigos, é uma lenda, sinto ofender, meio sem pé nem cabeça. Segundo ela, toda sexta-feira, á meia-noite, numa esquina deserta ou no meio da floresta, o sétimo filho de mãe viúva se transforma numa criatura horrenda, meio homem e meio lobo. Hoje, já bem crescida, sei que não é verdade, lógico, mas, olhando a reportagem que diz que em Cajueiro Seco-PE, a população tem presenciado acontecimentos um tanto sobrenaturais á respeito desse assunto. Procure no Google por "Lobisomem em Cajueiro Seco" e você me entenderá. Não acredito em lobisomem e acho essa matéria bem estranha, até porquê os pernambucanos já estão para lá de Bagdá com essa história.

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