quarta-feira, 3 de março de 2010

Texas !!!

Como percebe-se, preciso voltar a postar coisas no blog antes que seja tarde de mais: eu não posto desde novembro e tenho um trilhão de coisas para contar. A primeira e talvez mas importante é o fato de eu ter ido para os EUA, coisa que alguns amigos meus, cá entre nós, já estão cansados de saber.
Viajei para Houston, no Texas, para passar o ano-novo lá. A terceira maior cidade dos States (Uia!). Se aqui o verão estava um forno, lá o inverno estava, literalmente, um freezer, só não havia neve, infelizmente. O clima era bem Campos do Jordão, coisa de +1 grau. Minha maior empolgação foi a viagem, em si, no sentido de aquele climinha de aeroporto, com um alto falante dizendo "Atenção passageiros do voô tal,tal,tal, favor comparecer á sala de embarque tal,tal,tal." Afinal, gente, foi a primeira vez na minha vida em que saí do Brasil com consentimento. A primeira vez que saí foi para Argentina, mais precisamente Buenos Aires, só que tinha "nada menos" que seis meses de vida, e aprendi a engatinhar ali, com os pombos, naquela praça em frente á Casa Rosada, que naqueles tempos ainda era a Casa Vermelha (rs).
Enfim, á respeito dessa questão do clima, eu vou ser sincera, nem notei o contraste, já que o avião, a 10000 metros de altura, devia ter a metade da metade da temperatura do LMD com o ar condicionado ligado, e quem conhece o LMD sabe bem do que eu estou falando.
E depois, eu sonhei que estava caindo do porta-malas de um carro a 90 km por hora, e, detalhe, eu sonhei com isso no avião. A sensação de queda, ao acordar, no avião, é o triplo mais assustadora. Isso foi uma das coisas que mais me traumatizaram na viagem, tirando o banheiro do avião, porque estava morrendo de medo que a privada me engolisse.
Voltando ao assunto, vamos falar sobre a viagem. Fui para ficar na casa da minha tia, foi tudo muito legal, a casa era um máximo. Só não gostei da vizinhança, parece aqueles filmes de suspense em que as pessoas ficam te espionando... Simplesmente porquê os vizinhos nunca saem de casa, e ouvi dizer que apesar do vácuo e das ruas desertas eles estão sempre ali, atrás das persianas de suas janelas, olhando tudo ao redor... Uma das melhores experiências da viagem foi eu ter ido á escola dos meus priminhos - um barato! Aquelas parendes de madeira brancas, lá dentro um monte de loirinhos zoiudinhos me fitando e perguntando á minha priminha se eu era a "sister" dela. Mas lá é assim: as crianças são uma graça, mas, relativamente, só até os 10 anos: sim, a comida do Texas engorda, e muito, muito mesmo! Enfim, em um dado momento da visita á escolinha, uma loirinha olhou para mim com um olhar bem "A Profecia". Fiquei morrendo de medo, e olha que o bicho não tinha nem 2 anos de idade. Afinal, era apenas uma forma de defesa contra estranhos; a menininha era fofíssima, não tinha nada de maligno.
Minha viagem pelo Texas prosseguiu muito bem, Graças a Deus, mas lógico que cometemos muitas "cagadas"(perdão pela firmeza) especialmente quando se diz em relação á linguagem. Um bom exemplo disso foi quando eu tropecei como uma bêbada num carrinho de bebê e ao invés de dizer "I'm sorry" eu disse "Thank you". Não que eu não saiba falar em inglês, mas é que saía errado!
A viagem aos EUA vai me render muitas lembranças para a vida toda e eu quero voltar lá algum dia!
Bom, gente, vou finalizar a postagem aqui. Se for para falar tudo sobre a viagem, vou ocupar o blog inteiro!!